Projecto "HOMENAGEM"  

Posted by Saurium


Informo a todos os visitantes do blogue que futuramente irão ser publicados Ilustres Sourenses, com todo o seu "curriculum" ou contributo à Vila de Soure.
.
Todos os meses vamos dar lugar à publicação da ilustre personalidade que nunca será esquecida por nós!
.
.
DIA 15 DE MAIO, A NOVA PERSONALIDADE SOURENSE !!!
.
1 - SR. FAUSTO CANICEIRO DA COSTA - Abril
2 - D. MARIA LUÍSA RUAS - Maio
3 - SR. MANUEL NUNES NOGUEIRA - Junho
4 - MARQUÊS DE POMBAL - Julho
5 - SÃO MATEUS DE SOURE - Agosto/Setembro
6 - Sr.RIBEIRO- Outubro

7 - ANTÓNIO AGANTE- Novembro

8 - Júlio Augusto do Patrocínio Martins- Dezembro

10 - NORTE E SOURE - Fevereiro

9 - Francisco Luiz Abreu Amorim Pessoa- Janeiro

Norte e Soure - Centro Social Cultural e Desportivo de Paleão  

Posted by Saurium

Este mês vamos falar do clube Norte e Soure - Centro Social Cultural e Desportivo de Paleão, vamos conhecer mais sobre estas personalidades.

Parecia descabido que num centro como este, de homens rijos e de boa têmpera, não se desse impulso às actividades desportivas criando nas pessoas de Paleão uma mentalidade sã num corpo são.



O Clube foi fundado em Maio de 1954, com o nome de Clube de Desportos e Educação Física do Norte e Soure, nunca se esqueceram as actividades desportivas, sendo de salientar o futebol.

Filiado na Associação de Futebol de Coimbra desde 20 de Julho de 1955, iniciou a secção de futebol na época de 1955/56 no Campeonato Distrital da l Divisão, para o qual concorreu com duas equipas: a equipa de honra e a equipa de reservas.
A partir da época de 1956/57 entrou para o Campeonato Nacional da III Divisão, donde veio a ser excluído na época de 1958/59.
Em 1958/59 conquistou a secção de futebol a "Taça de Disciplina" do Mundo Desportivo. Mas não se ficou por aqui. Logo na época seguinte voltou ao Campeonato Nacional, procurando não só honrar as cores do clube como o próprio distrito de Coimbra.

Equipa do Norte e Soure no ano de 1963/1964

Em cima: Américo(massagista), César Luís, Gante, Brás, Herculano, Martins, Duarte, Severino, Raul Silva.Em baixo: Rocha, Rosário, Tomané, Salvado, Joaquim.



(...)


Na época 1969/70 a equipa foi campeã regional de Coimbra, subiu a 3ªDivisão Nacional, onde permaneceu durante alguns anos.

Equipa do Norte e Soure na época de 1969/70
Em cima: Rangel, Viana, Jacob, Mário, José Augusto, Araújo, Alhau, Viana(Dirigente).Em baixo: Amaro Jorge, Moreira, Bacalhau, Trindade, Nuno.

(...)

Na época 1986/87 foi campeã da III Divisão do Campeonato Distrital de Futebol da Associação de Futebol de Coimbra.

Equipa do Norte e Soure na época de 1986/87.

A secção de futebol do Norte e Soure com muita pena das pessoas que gostam deste clube, terminou na época 1993/94, devido ao elevado número de dívidas, ficando para recordação perto de 40 anos de muitos êxitos, e muita saudade...

Actualmente antigos jogadores de futebol do Norte e Soure são pessoas conhecidas no "mundo" do futebol, alguns dos exemplos são: Dr. Nuno (Médico das selecções Nacionais), Dr. João Trindade e Dr. Jorge Ramos (Ambos juizes da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol), este último, numa entrevista ao Jornal Record (em 14 de Abril de 2001), não se esqueceu do clube, tendo afirmado: «O juiz que lidera a CD recorda ter jogado "numa equipa chamada Norte e Soure. Fomos campeões regionais de Coimbra e depois actuámos na III Divisão, contra o Alverca e outras equipas que agora andam em escalões superiores. O dr. João Trindade jogou comigo nesse clube, jogou quase até aos 40 anos. Foi um profissionalão", gracejou. Relembrando os tempos de juventude, Jorge Ramos reconhece que chegou "a ganhar umas massas" com o futebol. "Há cerca de trinta anos dava muito dinheiro. Ganhava três ou quatro contos por mês, o que era bem mais do um ordenado mínimo, com somente dois treinos por semana. De resto, até nos iam buscar de camioneta a Coimbra. Era um luxo." A entrada para a CD aconteceu em 1996 e, quando António Mortágua abandonou o órgão, foi o núcleo duro composto por Jorge Ramos, João Trindade e Brízida Martins quem tratou de cooptar os companheiros que completam o elenco.».


Além destes jogadores que são conhecidos pela maioria das pessoas, passaram por este clube muitos homem, que jogavam futebol só por amor á camisola, o que hoje é raro encontrar.

Francisco Luiz Abreu Amorim Pessoa  

Posted by Saurium

Em memória daqueles que tombaram em defesa de
Portugal na Guerra do Ultramar

.
.
Em homenagem à Personalidade Sourense, Tenente Francisco Luiz Abreu Amorim Pessoa e a todos os sourenses que serviram a Pátria.

.
Francisco Luiz Abreu Amorim Pessoa, Tenente Militar

Natural de Soure, tombou em combate no dia 27 de Maio de 1916, em Rovuma, Moçambique

Está sepultado no cemitério de Palma (Cabo Delgado)
.
.
.
.
1968 - A imagem da sua campa

.
.

2005 - A imagem da sua campa
.
.
.

Comunicação do falecimento do Militar

.

.
.

Louvor

.

.

Ofício da Direcção-Geral das Colónias que enviou a certidão de óbito do militar:

.
Presume-se que terá havido um erro do dactilógrafo ao referenciar o nome do militar. O seu nome iniciava-se por "Francisco" e não por "António".

.

.

Listagem dos mortos naturais do concelho de Soure - clique para ver!


Júlio Augusto do Patrocínio Martins (1878-1922)  

Posted by Saurium

Para este título do blogue "PERSONALIDADES SOURENSES" trago hoje uma personalidade que está na história do nosso Portugal. Ora vejamos:
.

Júlio Augusto do Patrocínio Martins era natural de Soure. Irmão de Joaquim Pedro Martins, Médico.
.
Republicano histórico, milita no evolucionismo, mas em 1919, não adere aos liberais, fundando o grupo parlamentar popular. Várias vezes deputado.
.
Ministro do comércio no governo de José Relvas, de 25 de Fevereiro a 30 de Março de 1919, na qualidade de evolucionista.
.
Ministro do comércio do governo de Domingos Pereira, de 30 de Março a 29 de Junho de 1919, na qualidade de evolucionista.
.
Em Outubro de 1919, juntamente com o ex-centrista Cunha Leal, constitui o Grupo Parlamentar Popular.
.
Ministro da marinha de 20 de Novembro a 30 de Novembro de 1921 no governo de Álvaro de Castro, na qualidade de popular.
.
A mesma pasta de 30 de Novembro de 1920 a 4 de Fevereiro de 1921, no governo de Liberato Pinto, na qualidade de popular.
.
Ministro da instrução pública de 2 de Março de 1921 a 23 de Maio de 1921, no governo de Bernardino Machado, na qualidade de popular (ajuda a vencer golpe promovido pela GNR).
.
Opõe-se ao governo de António Granjo, de 30 de Agosto a 19 de Outubro de 1921.
.
Apoiou os governos outubristas de António Maria Coelho e Maia Pinto.
.
Aqui deixámos umas breves linhas desta personalidade sourense.

ANTÓNIO AGANTE, o Artista  

Posted by Saurium


António Agante, nascido em 21 de Fevereiro de 1958 em Soure, Coimbra.

Artista plástico contemporâneo.
O seu trabalho assenta no domínio pictórico, no qual explora as técnicas de óleo e acrílico, que reside no âmbito da pintura figurativa, com tendência para uma abstracção tão interna, que é quase mística.
Está representado em diversas colecções privadas.
.
.
INSTITUIÇÕES DAS QUAIS É SÓCIO
  • SNBA – Sociedade Nacional de Belas Artes
  • ANAP -Associação Nacional dos Artistas Plásticos. Comité Nacional Português
    para AIAP/UNESCO
  • CNAP -Clube Nacional de Artes Plásticas
  • MAGENTA -Artistas pela ARTE -Figueira da Foz
  • MAC -Movimento Artístico de Coimbra

PUBLICAÇÕES ONDE É REFERENCIADO

  • Anuário Internacional de Arte 2003
  • Anuário Luso -Brasileiro de Arte 2005
  • Agenda & Arte 2005 – Brasil
  • Linhares - Directório de artes 2005-2006

MOSTRAS PÚBLICAS NOS ÚLTIMOS ANOS

2004

  • Colectiva Clube Nacional de Belas Artes
  • X Exposição Internacional de Artes Plásticas -Vendas Novas
  • Exposição Anual ANAP -Galeria Isgarte - Aveiro
  • Colectiva Magenta Sede -Figueira da Foz
  • Colectiva Magenta - Casa Museu Bissaya Barreto - Coimbra
  • Galeria Spazio Surreale - Latina -Roma -Itália

2005

  • Galeria Estado das Artes - Torres Vedras
  • XI Exposição Internacional de Artes Plásticas- Vendas Novas
  • Colectiva MAC –ADFP Miranda do Corvo
  • III Bienal de Artes Plásticas – Santa Catarina da Serra – Fátima
  • Colectiva de Verão Magenta – Figueira da Foz
  • Clube Celbi – Figueira da Foz
  • Diversidades –Ordem do Médicos do Norte – Porto

2006

  • Góisarte - Góis
  • Góisarte - Oroso Catalunha- Espanha
  • Agirarte – Oliveira do Hospital
  • Agirarte – Tábua
  • Colectiva Magenta Ciudad Rodrigo - Espanha
  • Colectiva de Verão Magenta – Figueira da Foz
  • Colectiva Magenta - Casa Museu Bissaya Barreto - Coimbra
  • Colectiva de Arte Contemporânea Portugal – Brasil - Ordem dos Médicos – Porto
  • Menção Honrosa Concedida Pelo Juri do Museu de Arte Moderna de Resende - Rio de Janeiro

SITES:

www.davincigallery.net/arte

www.equilibriarte.org/agante

www.artelista.com

www.artmajeur.com/agante

www.artbreak.com/agante

www.magenta-arte.pt

www.artportugal.com

TELEM. 918912405 - 914402060
MAIL’S:
anagante@refer.pt ---- antaga_212@hotmail.com

José Dias homenageia o Sr. Ribeiro  

Posted by Saurium

As próximas linhas são do nosso Colaborador Assíduo, Sr. José Dias, que mostrou a vontade de homenagear o Sr. Ribeiro, ora vejamos:

Afável, crítico e poeta
Em Soure soubeste viver
E aqui mostras-te que a tua meta
Estava bem patente no teu ser.

Não era acomodado.
Nem suportava quem o estava.
Silencioso, firme e revoltado
Pegava na caneta e protestava

Repetida e teimosamente
Não condescendia
Voltava á mesa do café e novamente
Um buscado rascunho escrevia

Conhecemo-lo como alfaiate
Mas por dedicação homem de arte
Homem de teatro, ensaiador.
Sensível, inteligente e com humor

Deixou vazio um espaço
Que demora a repor.
E tanta falta faz assim braço
Nesta pasmada terra de Soure

E onde estiveres amigo Ribeiro.
Aceita em homenagem e preito
Saudades minhas
Com todo o meu respeito.


Homenagem um grande homem que não nasceu em Soure mas era um verdadeiro sourense

José Dias

S. Mateus de Soure  

Posted by Saurium

Para o mês de Setembro, decidimos dedicar este espaço ao Santo de todos os Sourenses. Uma vez que as Festas de São Mateus estão perto de acontecer, deixamos aqui a nossa homenagem ao Santo Protector do Povo Sourense.

Ora vejamos:

São Mateus é apóstolo e evangelista, com festa litúrgica a 21 de Setembro. Ao tempo fruiu dos nomes de Mateus e Levi...



Mateus advém de um dom imediato e dador de conselhos ou, conforme alguns estudiosos, tem raiz nas palavras Magnus e Theme a corresponderem à Mão de Deus, um facto aferido na rapidez da conversão, notável pregação, perfeição da sua vida e por ter sido um dos principais redactores do Evangelho. O nome Levi significa retirado, anexado, acrescentado, na medida em que retirando-se da função de cobrador de impostos, aditou o número dos Apóstolos, confirmou a denominação de dádiva de Javé aquando da chamada de Jesus para seu discípulo e figura no rol dos mártires da Igreja.

Mateus, judeu de naturalidade, filho de Alfeu (chefe subalterno no ofício de cobrador de direitos de portagem na fronteira de Cafarnaúm, ao serviço de Herodes Ântipas), aquando no exercício da sua actividade, sentado diante da mesa de trabalho, enfrentou a figura de Jesus Cristo que o convidou a largar a profissão de cobrador e segui-lo. Mateus respondeu afirmativamente, deixando o serviço de Herodes e seguindo Jesus e seus discípulos, numa longa epopeia de apostolado e evangelização até ao martírio, após pregar e catequizar muitos dos seus compatriotas, redigir e escrever os Evangelhos.

Após a morte no século I da era de Cristo, o seu nome e obra, fama e devoção chegou ao século XXI - quer na qualidade de patrono dos cobradores de impostos, alfandegários e seguranças, quer na titulação de igrejas e capelas, santuários e altares ou, ainda, por ser motivo de grandes festas e romarias, peregrinações e devoções.

A imaginária artística cuidou da sua imagem e função ao apresentá-lo vestido de Apóstolo e ter por emblema o tinteiro e a lança, a espada ou alabarda, a saca ou caixa de dinheiro.


Romarias e promessas

O fim-de-semana mais próximo do dia 21 de Setembro é o momento aprazado para as comunidades da vila e concelho de Soure promoverem as maiores festas da edilidade, em honra do apóstolo Mateus - que, em simultâneo, representam uma das maiores peregrinações e romarias da região do Baixo-Mondego, Gândaras e norte da Extremadura.

Esta importância está provada desde tempos ancestrais, provavelmente desde a erecção no século XII por Rício de uma ermida em sua honra nos arrabaldes da vila de Soure, num local denominado como monte de S. Mateus, cuja origem pode ser testada numa lápida grafada sobre o cenotáfio de Ríco (Rijo). A ermida e função foi jurada in verbo sacerdotis a 14 de Maio de 1721 pelo vigário de Soure, Manuel Rodrigues v nos seguintes termos: Ha a ermida do Apóstolo S. Mateus, cabeça de húa Comenda de q. S. Mag.de q. Deos g.de fes m.ce a An.to Possanha de Castro na qual ha contínua concorrencia de gente pella imagem do dº S.to ser m.to milagroza. [Tem a ermida do Apóstolo S. Mateus (...) contínua concorrência de gente pela imagem do dito santo ser muito milagrosa].

É a Fé e o acreditar nos feitos como santo milagreiro que desde tempos remotos funciona como epicentro de vasta multidão de devotos, peregerinos e romeiros a cumprir promessas e oblações prometidas ao longo dos anos, quantas vezes em momentos difíceis da vila material e temporal. As preces mais frequentes visam ajudar a solver pequenas mazelas de ordem física, tipo unhas encravadas e verrugas, quistos e cravos, peterígios e malformações ou a solicitar a protecção dos animais, searas e pomares. Daí, as ofertas e oblações em norma advirem da mãe natureza ou da força do trabalho.

Ofertas variadas
.
A tradição informa as ofertas e oblações provirem de produtos roubados durante o percurso dos devotos e ranchos a caminho de S. Mateus e serem depositados no altar do santo, uma função inspirada e adulterada da doutrina de S. Mateus ao afirmar que se prometes coisas roubadas, não roubes, nem ofereças o que roubaste, pois ofendes ao Senhor e incorres no desagrado de S. Mateus - não digas que é costume, pois que por causa deste nunca nos é lícito transgredir a Lei do Senhor. Mas, se pretendes ficar tranquilo com a tua consciência, oferece do que é teu ou pede o que prometeste e ninguém te dirá que não e assim a tua oferta terá um duplo valor.

Desta forma os devotos em tempos de antanho depositavam sobre o altar abóboras e espigas (milho e trigo, centeio e arroz), uvas e frutas das novidades, rãs e sapos, lagartixas e gafanhotos, pulgas e moscas, aguardente e vinhos ou mesmo devotos de formação deficiente não se coibiam junto do altar dar umas palmadinhas nas nádegas e expelir gases tóxicos passíveis de infestar ambiências e outros devotos.

Felizmente, os primórdios do século XXI encarregou-se de eliminar comportamentos nada compatíveis com a época e junto ao altar de S. Mateus apenas são depositadas flores - e muitas!
As velas de cera são queimadas em sítio próprio, as ofertas recepcionadas pelos mordomos e depositadas na sacristia. Em 2005, e embora um devoto ainda tenha aparecido com duas rãs num frasco (recusadas pelos mordomos), as ofertas - além do dinheiro, da cera e das flores - foram as uvas e feijão, abóboras e melões, melancias e cenouras, cebolas e alhos, vinhos e sumos, morcelas e chouriços, milho e arroz, batatas e tremoços, biscoitos e rebuçados, nozes e pinhões, trigo e aveia, azeite e maçãs, broa e pão, farinha e tabaco, azeitonas e ovos, roupas, sapatos e brinquedos, etc..

Em suma, um ofertório da época passível de leiloar e os proventos reverterem para a conservação da ermida
.
Festa, feira e feriado municipal
.
A vila e concelho de Soure promove neste período as festas anuais (tanto da vila como do concelho), através de um conjunto variado de actividades sacro-profanas, com destaque para a feira industrial e comercial, com especial atenção para a feira das nozes (aqui se determina o preçário do ano), das cebolas e da madeira, a par das festas populares no parque municipal, praças e arruamentos da vila, com animação musical, danças e cantares regionais.

A edilidade sourense assinala o dia de S. Mateus como feriado municipal, o que motiva o hastear da bandeira no edifício do município e a sessão solene de distinção e homenagem às figuras e instituições filantrópicas do concelho.

A par das festas profanas, ocorrem na ermida de S. Mateus novenas, tríduos e missas com ênfase maior na Eucaristia solene em dia do Apóstolo, que termina no olival de S. Mateus com um convívio-piquenicada das famílias sourenses, fruído na gastronomia regional, música, danças e cantares.
.
ERMIDA DE S. MATEUS
.
A ermida situa-se nos arredores da vila de Soure no monte de S. Mateus. É uma construção do século XII, reformada nos primórdios do século XVI como se infere da presença da esfera armilar (alusiva ao reinado de D. Manuel I) e à cruz da Ordem de Cristo.

O tamanho é normal e típico de uma ermida de peregrinação: corpo de santuário com alpendres (século XVI) fronteiro e laterais, bem como duas sacristias (construção recentes) de ambos os lados. Em passado recente, sobre a sacristia do lado do Evangelho edificou-se um miradouro que proporiciona uma visão dos campos e da vila de Soure.

O alpendre forma-se de pequenas colunas dóricas quinhentistas, assentes sobre um muro. A frontaria é marcada por óculo superior sobreposto pela esfera armilar e cruz de Cristo. A torre sineira ergue-se ao lado do Evangelho, a porta principal é de arco quebrado. No interior, o arco cruzeiro transformado antecede a capela-mor e o retábulo de madeira dourada do século XVIII entronizando a escultura figurativa de S. Mateus do século XV.

Nas paredes da capela e sacristia encontram-se restos de fragmentos de azulejos sevilhanos do século XVI e nos pavimentos vestígios de campas sepulcrais.

Ao lado da porta principal, do lado da Epístola, sob o alpendre, encontra-se uma mesa de altar (sítio onde se cumprem muitas promessas) a funcionar como sendo o sepulcro de S. Rício (fundador da ermida), encimado por um nicho com a escultura do S. Rício ou Rijo, em pedra gótica do século XVI, representando-o vestido de eremita, de bordão e livro. Na parede supra, uma lápide em letras unciais cuja tradução é a seguinte:

Aqui jaz Rijo (Ricio) que com
grande trabalho desbravou este
lugar de verasíssima matta
virgem, o arrancou, e nele construiu
uma igreja em Honra de São
Matheus Apóstolo. Faleceu em
dia 30 de Dezembro, dia de
São Tiago, da era de 1190.
.
Sobre a Vila de Soure
.
É vila e sede de concelho do distrito e diocese de Coimbra, a confinar com os concelhos de Pombal, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz e Montemor-o-Velho. O Orago é S. Tiago (outrora Nossa Senhora da Fenisterrra). Integram o concelho de Soure, numa área aproximada de 261,84 km2, as freguesias de Alfarelos, Brunhós, Degracias, Figueiró do Campo, Gesteira, Granja do Ulmeiro, Pombalinho, Samuel, Soure, Tapeus, Vila Nova de Anços e Vinha da Rainha.

Soure, a Villa de Saurium na língua latina, é das povoações mais ilustres da Antiguidade, de que são sinais mais que evidentes os restos do castelo, uma edificação da responsabilidade de D. Afonso III, rei de Leão, no século IX, muito antes da fundação da nacionalidade.

A par das cidades de Coimbra e dos castelos de Montemor-o-Velho e Santa Olaia, as suas gentes pelejaram na luta entre cristãos e mouros, a ponto de em 1111 o conde D. Henrique (pai de D. Afonso Henriques) a constituir em Município e D. Tereza a 19 de Março de 1128 a doar à Ordem dos Templários para funcionar como pólo dinamizador das vilas da Ega, Redinha e Pombal e cuidar do assalto e tomada das cidades de Santarém e Lisboa.

O rei D. Manuel I concedeu-lhe novo foral a 13 de Fevereiro de 1513 e em 1532 é concedido o título de Conde de Soure na pessoa de D. João da Costa, uma figura notável da Restauração em 1640. No século XVIII, após a criação da Ordem de Cristo, a legítima herdeira dos Templários detinha as comendas e alcaidaria da vila de Soure, S. Tomé de Alencar, S. Pedro das Várzeas, S. Mateus de Soure e moinhos do Paleão.

O Marquês de Pombal seria sourense?  

Posted by Saurium


Considerada uma das figuras mais polémicas e controversas da história portuguesa, Sebastião José de Carvalho e Mello teria nascido em Soure a 13 de Maio de 1699. Descendente de uma família nobre, era filho de Manuel de Carvalho e Ataíde e de D. Teresa Luísa de Mendonça. Seu pai, que fora capitão-tenente de Mar e Guerra, serviu no exercito e foi sargento - mor de regimento de cavalaria da corte.

Déspota iluminado, foi considerado um dos maiores estadistas portugueses, que marcou o século XVIII e o absolutismo régio, tendo elevado Portugal no contexto Mundial, através de uma política de concentração de poder, que visava o restabelecimento da economia nacional e a resistência desta até a dependência de Inglaterra. Teve uma intervenção marcante para o País e sobretudo para Lisboa, apesar de até 1738, data da sua primeira indigitação para relevantes funções públicas, ter tido uma existência apagada. Nesta altura teve início a sua carreira, com a missão de enviado extraordinário a Inglaterra, de onde veio a transitar, em 1744, para a corte austríaca.

A sua ascensão política (1750-1755) e auge da sua carreira deu-se com a subida ao trono de D. José I, de quem foi 1º ministro, facto que levantou alguns descontentamentos, sobretudo por parte da nobreza.

Durante a sua acção governativa colocou em pratica uma política reformista que contemplou a reforma das finanças, do comércio, da agricultura, e da educação/ensino.

Criou e desenvolveu uma política económica para alterar a mentalidade e as capacidades de acção do pais. Extinguiu privilégios ao clero e a nobreza e retirou poderes dispersos na sociedade centralizando-os na realeza e criou reformas no sentido iluminista. A sua principal missão baseou-se em assegurar o efectivo poder do Estado.

Defendeu uma política mercantilista e proteccionista que visava o fomento e protecção da política de incremento de manufacturas nacionais. Desenvolveu um projecto de industrialização nacional a fim de garantir a independência nacional.
Uma das suas principais reformas esteve ligada a secularização do ensino, tornando-o numa instituição secular em detrimento de uma instituição eclesiástica. Executou grandes reformas na universidade e criou algumas, bem como museus. Eliminou a teologia como matéria predominante, criou o hospital e o teatro anatómico, o dispensário farmacêutico, o jardim botânico, a faculdade de matemática, o laboratório de química, o observatório astronómico, a faculdade de direito, laboratório de ensino empírico, museu de história natural, reformulou a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, criou a Real Fábrica do Rato e a Companhia de Navegação, entre outras coisas. Contratou professores estrangeiros, em substituição de professores tradicionais que expulsou.

Uma série de maus anos agrícolas e o terramoto de Lisboa a 1 de Novembro de 1755 propiciaram a sua crescente afirmação pessoal. Face a este terramoto, Pombal foi quem melhor se soube impor aos acontecimentos, tomando medidas notáveis para diminuir as carências e dores da população e para avançar com a reconstrução da cidade, cuja edificação foi acompanhada de perto pelo estadista. Foi nesta altura que se afirmou como homem providencial, ao lado do rei tendo assumido claramente a sua liderança, ao desencadear um ataque notável aos seus opositores políticos e mostrando-se decidido a implementar um movimento de reorganização do aparelho de Estado, reforçando os poderes deste e régios.

Em 1758, aquando o atentado de D. José (possivelmente por parte da família dos Távoras, com a cumplicidade da Companhia de Jesus), Pombal ficou junto dele defendendo a severa condenação dos conspiradores e culpados, facto que o ligou para sempre ao processo dos Távoras. Foi titulado Conde de Oeiras em 1759 e Marquês de Pombal em 1769 / 70.

Alguns autores defendem a existência de três fases principais na vida deste estadista. Uma primeira fase, anterior a 1750, marcada pela experiência diplomática, que o levou como embaixador do Rei as cortes britânica (1738 - 1743) e austríaca (1745 -1749). Uma segunda fase, correspondente a subida de D. José I (1750) ao poder e a nomeação do Marquês de Pombal como Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra e, por ultimo, uma terceira fase, após a morte do Rei (Março de 1777), altura em que se exila em Pombal sendo alvo de uma feroz ofensiva política, movida pelos seus inimigos, novos dirigentes.

Sebastião José de Carvalho e Mello, amado por uns, odiado por outros foi, sem duvida, um verdadeiro estadista, inteligente, com perspicácia política e extraordinária capacidade de trabalho, o que esta bem demonstrado pelo volume de cartas, ofícios, pareceres e decisões que produzia e tomava, das quais hoje apresentamos alguns exemplos no Museu Marquês de Pombal.

Relativamente a sua ligação a Soure, tudo leva a crer que tenha surgido quando, em 1724, abandona o lar matérno na Rua Formosa em Lisboa, para vir para os "campos do Mondego". A tradição que nos indica o nascimento de Carvalho e Mello no termo de Soure parece duvidosa, sendo que vários estudos parecem indicar o seu nascimento em Lisboa, a 13 de Maio de 1699, assim como o seu baptismo a 6 de Junho nesta mesma cidade, na freguesia das Mercês. Segundo vários autores, só alguns anos mais tarde, terá vindo para a região de Soure e possivelmente, para a Quinta da Gramela, localizada junto a Pombal, hipótese que nos parece ter fundamento uma vez que a Quinta pertencia ao seu tio paterno, arcipreste Paulo de Carvalho e Ataíde, de quem a acaba por herdar.

Segundo Agustina Bessa-Luís na biografia que lhe dedicou, o Marquês de Pombal era natural de Soure e que teria nascido no Casconho.

Para alem desta Quinta, tinha ainda um elevadíssimo numero de propriedades nos arredores de Pombal, em Pelariga, Ranha, Vale, Vila Cã, Assamassa, Gelfa (Soure), bem como a Quinta de Nossa Senhora do Desterro (a sul da Gramela, em Santorum, Granja e Escoural) e a Quinta de S. Gião (a norte da Gramela, por Aldeia dos Redondos, Reis, Charneca dos Reis, Almagreira e Lagares), das quais era igualmente senhor.

A par da agricultura, o Marquês de Pombal procurou promover a indústria no Concelho, tendo em 1759, criado a Real Fábrica de Chapéus de Pombal (dirigida pelo francês Sauvage), na Quinta da Gramela, a partir de uma proposta da Junta do Comércio.

Tratava-se de uma fábrica de chapéus finos, que funcionava também como escola profissional, onde 25 aprendizes cumpriam um período obrigatório de aprendizagem de 5 anos, que culminava com um exame final que lhes possibilitava a obtenção da "carta de mestre".

Esta fábrica teve uma inegável importância, tendo atraído a Pombal pessoas oriundas de diversas partes do pais e do estrangeiro e, por outro lado, foi uma criação que evidenciou o proteccionismo mercantilista. Portugal era importador de artigos de luxo, nomeadamente de chapéus finos, sobretudo vindos de França, pelo que esta criação diminuía a nossa dependência e contribuía para a resposta a crise económica e financeira que atingira o pais por volta de 1760.

Em reconhecimento do seu desempenho, recebeu 0 titulo de 1.0 Conde de Oeiras, passando esta localidade a Vila em 1759, em retribuição dos serviços prestados, durante mais de vinte anos, recebeu o senhorio de juro e herdade da Vila de Pombal. As décadas de 1760 e 1770 correspondem ao período mais prospero da vida do Marquês, 0 que esta visível pela sua nomeação, como 1º Marquês de Pombal, em 18 de Setembro de 1769.

E como senhor de Pombal que efectua a ordenação da parte baixa da vila e em 1776 manda construir na Praça, hoje com seu nome, a cadeia, no sítio do antigo pelourinho e o celeiro e manda restaurar o seu solar na Quinta da Gramela.

Após a morte de D. José, em 1777, assistimos a morte política de Sebastião José de Carvalho e Mello que, gravemente doente, enfrenta a vingança dos seus adversários políticos. Alguns dias após a morte do Rei, parece ter pedido a D. Maria I que o isentasse das funções que desempenhava e que o autorizasse a sair para Pombal, pedido a que a Rainha respondeu favoravelmente. Isto leva a crer que Carvalho e Mello, inicialmente, veio para Pombal por vontade própria e não exilado, como se costuma pensar.

Chegado a Pombal, a 15 de Março, o Marquês, em vez de se instalar na Quinta da Gramela, fica numa casa localizada na Praça junto a Matriz, que pertencera a família Castelo Melhor. A sua recepção não foi propriamente acolhedora, contudo a população, progressivamente, foi tendo uma opinião mais favorável a seu respeito.

Foi alvo de muitas acusações e longo processo judicial, tendo em 1779 sido acusado de fraude, roubo e de abuso de poder. Entre 11 de Outubro e 15 de Janeiro foi interrogado, na sua casa em Pombal, onde se defendeu dizendo que se limitava a cumprir as ordens do Rei. Em 1781, é proferida a sentença da Rainha, tendo o Marquês sido considerado culpado das acusações, mas em função do seu estado de saúde, apenas foi condenado a sair da corte e a ficar a uma distância de vinte léguas. Julgamos ser nesta altura que o seu exílio voluntário em Pombal, passa a exílio compulsivo.

Em 8 de Maio de 1782, a sua morte coloca fim a tudo isto. Morto, os seus restos mortais permanecem na Igreja do Convento de N.ª Sr.ª do Cardal até 1856, data da transladação para a Igreja das Mercês, em Lisboa. O caixão ficou no entanto na Igreja do Cardal, de onde saiu em 1909 para a sacristia tendo, em 7 de Novembro de 1910, a Câmara Municipal de Pombal decidido incorpora-lo no seu espolio, fazendo hoje parte do acervo do Museu Marquês de Pombal.

by Cidália Botas

Outros locais de interesse:


MANUEL NUNES NOGUEIRA  

Posted by Saurium



Para este título do blogue "PERSONALIDADES SOURENSES" trago hoje um Homem que toda a sua vida praticou o bem. As próximas linhas são de um blogger assíduo que mostrou a vontade de homenagear mais um dos nossos ilustres sourenses, ora vejamos:


O Senhor Manuel Nunes Nogueira nasceu no concelho de Soure no dia 1 de Julho de 1900.

Exerceu um alto cargo no Ministério da Justiça e por sua iniciativa e influência, aconselhava os seus subordinados a progredirem nos estudos para se valorizarem, dando-lhe, ao mesmo tempo, o seu apoio.

Quase todos assim fizeram.

Pessoa dum excelente relacionamento era muito querido por todos. No dia do seu aniversário recebia centenas de telegramas de todo o Portugal de então: Continental e Colónias .

Além desta disponibilidade para facilitar os estudos aos empregados da sua Repartição, também ajudava os meninos de rua, seus vizinhos, chegando muitos à licenciatura e aos mais altos cargos na Administração Pública e nas Empresas.

Quando se reformou veio para Soure, sua terra natal, acompanhado de sua esposa, D.Irene, e aqui exerceu os cargos de Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Gerente e Presidente do Grémio da Lavoura de Soure.

Foi no Grémio, que tive a felicidade de ser seu subordinado. Teria eu, na altura, uns treze anos. O Sr.Nogueira fez comigo o que com todos os jovens sourenses fazia, aconselhar-me a ir estudar, apoiando-me.

E assim foi. Mudou, por completo, a minha vida!

Não teria sido o que fui se não tivesse tido a sorte de me cruzar com este Senhor.

Tem, merecidamente, o seu nome numa Rua em Soure (para quem não sabe, a Rua em frente aos Bombeiros Voluntários de Soure).

E, quanto a mim (e julgo todos os sourenses), nunca esqueci a sua bondade, a sua ajuda e os seus ensinamentos. Estou-lhe eternamente grato e aqui lhe presto a minha singela homenagem com o apoio deste mesmo blogue.

Que a sua alma esteja em santo descanso.

Carlos Ribeiro da Silva

D. MARIA LUISA RUAS  

Posted by Saurium

Na sequência de homenagens que estamos a prestar a pessoas que, pelo seu contributo foram muito importantes, destaco hoje uma personalidade ímpar, a Senhora Dona Maria Luísa Ruas.


Natural da Gesteira do concelho de Soure fundou, na década de 30 do século passado, nessa localidade o Patronato Nossa Senhora da Conceição. Instituição que recolhia crianças desfavorecidas, em regime de Internato, dando-lhe o carinho maternal e preparando-as para a vida.


A fundadora, iniciou a sua obra com 6 crianças, vindas de vários locais, auxiliando-as na educação e assegurando-lhes alojamento e alimentação, protegendo-as, deste modo, do abandono e rudeza decorrentes da sua condição de pobreza. O Patronato acolhia crianças carenciadas de todas as idades, com preferência as órfãs ou abandonadas. A todos devolveu dignidade. Nunca casou mas foi mãe/protectora de inúmeras crianças que viram nela uma referência e um exemplo a seguir. As crianças eram também integradas na sociedade da aldeia frequentando a escola primária e a catequese. Abdicou da sua condição social privilegiada, sabendo sempre ser humilde na sua condição humana.


A D. Maria Luísa doou ao Patronato todo o seu património pessoal e era também ajudada pela comunidade. A dedicação que esta Senhora dava a esta causa era total. Dormia no Patronato junto das crianças, comia à mesa com elas. Duma profunda religiosidade, abraçou esta obra como se de uma missão se tratasse.



HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO


A Fundação Maria Luísa Ruas, primeiramente designada por Patronato Nossa Senhora da Conceição, iniciou a sua actividade no dia 21 de Setembro de 1933.


Foram necessários 13 anos (decorria o ano de 1946), para aprovação dos primeiros estatutos. A inscrição no Registo Nacional de Pessoas Colectivas tem lugar a 30/11/1956.


Inicialmente, o Patronato tinha como propósito a assistência em regime de internato, a crianças pobres do sexo masculino, abandonadas ou cujos pais não estivessem em condições morais para os educar, alargando pouco depois os seus serviços a ambos os sexos.Decorridos dois meses e meio após a abertura passou a receber a pedido dos pais, crianças externas quando estes se ausentavam para trabalhar por largos períodos para a “Bord’água”.



O FIM DO PATRONATO



A 22 de Fevereiro de 1967, Maria Luísa Assalino Ruas morre na casa onde nasceu, na Gesteira, aos 78 anos, deixando atrás de si uma vida de sacrifício por amor a Deus e ao próximo. Após a morte da fundadora houve um esforço em manter a obra a funcionar, mas sem a figura referência, insubstituível, da fundadora, o Patronato afunda-se.



A REABERTURA



Em 1974 é nomeado para pároco da freguesia da Gesteira, o Padre Luís Pinho que, na época, reúne um grupo de pessoas e começa a delinear a hipótese de reabrir o, então encerrado, Patronato, aproveitando encontrarem-se numa situação privilegiada por não necessitarem instituir o que já existia juridicamente. Dão a conhecer à família Ruas, herdeira do património do Patronato, a sua intenção, a qual não coloca objecções ao plano. Percorrem o local de porta em porta para recolher um abaixo-assinado junto da população justificando a necessidade de reabertura, e que entregam na Segurança Social de Coimbra.


Em Abril de 1977 o Patronato reabre as portas com 12 crianças na valência de jardim-de-infância.


Apesar dos esforços e dos melhoramentos que as infra-estruturas têm beneficiado é necessário continuar a melhorar os serviços prestados e dar resposta a novos problemas sociais.


É neste contexto que nasce em 2006 o projecto para a criação de novas instalações com o intuito de dar continuidade aos serviços que já presta, melhorando a sua qualidade, e criando um novo serviço de Lar de Idosos, com capacidade para 40 camas.



Esta Instituição é hoje uma IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social, a Fundação Maria Luísa Ruas. Tem, actualmente, uma estrutura com cerca de 50 colaboradores e as valências de Centro de Dia, Creche e ATL tendo perspectivado a criação de um Lar de Idosos.



A Fundação pretende enraizar nos serviços uma cultura organizacional assente numa politica de qualidade a caminho da excelência, que a distinga das demais.


Propõe-se criar ou manter serviços de Creche, Jardim-de-infância e CATL, Serviços de Apoio Domiciliário, Lar de idosos e Centro de Dia, promover a criação de iniciativas de carácter cultural e de promoção de acções na área social, numa perspectiva de integração social.



OBRIGADO PELO SEU ENORME CONTRIBUTO !!!

Fausto Caniceiro da Costa  

Posted by Saurium




Apesar de ser natural da Figueira da Foz, Fausto Caniceiro fez de Soure a sua “segunda casa”, e prestou um significativo contributo à cultura sourense. Por essa razão, aqui homenageamos a sua vida e obra! Porque, na nossa opinião, mais do que nascer em Soure, o importante é dignificar, valorizar e amar esta nossa vila/concelho!!!
.
.
Biografia


Fausto Caniceiro da Costa nasceu no dia 5 de Março de 1914, na Rua das Mercês, na Figueira da Foz. Frequentou a antiga escola de Conde Ferreira e teve o seu primeiro emprego numa loja de ferragens. Trabalhava de dia e estudava à noite, fazendo o curso comercial, para depois ser tipógrafo. Trabalhou depois na então Junta Autónoma do Porto, onde foi sucessivamente ajudante de serralheiro, escriturário e por vezes topógrafo. Mais tarde, Fausto Caniceiro trabalhou em Soure, nos Serviços Hidráulicos, onde foi chefe de lanço.
.

Durante cerca de sete décadas abraçou inúmeras actividades: foi actor, mimo, palhaço e declamador, encenador de teatro e desenhador artístico, músico, ilusionista, caricaturista e jornalista.
.
Colaborador de títulos da imprensa regional e nacional, autor de programas de rádio, ficou ainda conhecido como poeta popular humorístico e escritor, tendo editado cerca de 14 livros, uns de humor (“Dicionário do Cão”, por exemplo), e outros históricos, como o de toponímia da Figueira da Foz entre os séculos XVII e XX.
.
Director de várias colectividades, entre as quais três associações de bombeiros, dedicou-se também à pintura, desenho e retrato, tendo promovido diversas exposições, oferecendo ou vendendo para fins beneficentes o produto dos seus trabalhos.
.
Fausto Caniceiro foi homenageado, galardoado, distinguido, e o seu nome figura numa rua em Buarcos, frente ao mar onde se inspirava para ser palhaço, sonhador, fazedor de presépios, folclorista, humanista, benemérito (já que raramente cobrava cachets nas suas actuações), poeta, pintor, actor, radialista.
.
Faleceu aos 92 anos, mas não sem antes escrever uma curiosa lápide, que viria a ser a sua: "Levei a vida a brincar, e quis fazer o mesmo com a morte, mas por azar, ela foi mais forte, e venceu, e eu perdi, mas não me convenceu, por isso estou aqui".
.
(Texto redigido com base em notícias da Agência Lusa e do Jornal “O Figueirense” , 29 de Setembro de 2006)
.

Avozinha: Sr. Fausto Caniceiro  

Posted by Saurium

A Avozinha Sourense comenta



A Avozinha Sourense recorda-se muito bem do sr. Fausto Caniceiro. Era um grande homem, que gostava muito de Soure, e que fez da nossa terra a sua, durante muitos anos.

.
Era um homem muito dinâmico, que mobilizava toda a juventude sourense para actividades culturais, com destaque para o teatro, pois, entre muitos outros talentos, também era encenador. Uma das peças que mais sucesso teve foi o “Paralelo 33”, exibida por repetidas vezes no lindo teatro de Soure, actual sede do GDS. Mas muitas outras foram as peças de teatro apresentadas, inclusive o clássico de Gil Vicente “O Auto da Barca do Inferno”.

.

A Avozinha recorda-se do sr. Fausto como um homem sempre risonho e bem-disposto.

.
Outra das iniciativas que o sr. Fausto Caniceiro levava a cabo era o “Enterro do Bacalhau”, uma festa que marcava o fim do Carnaval, e que tinha lugar numa linda praça em frente do Café Arco-Íris, entretanto desaparecida.

.
Os Bombeiros Voluntários de Soure e a antiga Associação dos Artistas também mereceram a animada e dinâmica participação deste nosso “sourense honorário”.

.

E são estas as memórias da Avozinha Sourense!

Free Hit Counter